Mostrando postagens com marcador CC: Relações Sociais e Políticas na Contemporaneidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CC: Relações Sociais e Políticas na Contemporaneidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Nenhum de nós é tão bom quanto nós todos juntos


      Dia 15 de junho, meu primeiro dia de aula no componente Relações Sociais e Políticas na Contemporaneidade, o texto em estudo foi: A Sociedade dos Indivíduos, de Norbert Elias, havia feito inscrição após o início do quadrimestre e não tinha noção do que estava sendo discutido em aula, os colegas foram apresentando com um domínio próprio, usos de metáforas para ilustrar seu entendimento da leitura no entanto, não conseguia amarrar minhas ideias, fui sentindo uma agonia, a falta de leitura e não ter matriculado no início, deixou-me como peixe fora d’água.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

TIC EM AÇÃO

 

     De acordo com o professor André Lemos, Cibercultura pode ser entendida como a forma sócio cultural que emerge da relação simbiótica entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base microeletrônica que surgiram com a convergência das telecomunicações com a informática na década de 70.

Tá tudo dominado!

  A Sociedade do Espetáculo

 O Autor Guy Debord relata que as sociedades em que funcionam as condições modernas de produção, há uma acumulação de espetáculo em que o que se torna essencial do que o vivido, é a representação e assim, a imagem fala mais alto. Nesse sentido Debord faz uma crítica à sociedade moderna consumista guiada pelos modos de produção capitalista

Para entendermos a Sociedade do Espetáculo, podemos afirmar que é uma sociedade a qual as relações sociais são medidas por imagens as quais advêm do modo de produção e esse produz o espetáculo o qual reafirma o que já foi escolhido e decidido pelo modo de produção.

Espetáculo esse que adoece a sociedade, porque ele é a chave para a alienação e para o egoísmo. De acordo com Debord “O mentiroso mente para si próprio” ou seja a representação não funciona apenas para contemplação do outro, mas também do próprio indivíduo, que vive de aparências com comportamentos hipnótico.

Os meios de comunicação fazem o papel muito bem de alienar a grande massa, principalmente o público jovem o qual faz ostentações ao usar determinadas marcas de roupas ou calçados exibidos nas propagandas assim vimos o alto desenvolvimento do capitalismo financeiro, a tecnologia domina o controle ideológico da pessoa até a indústria cultural e artística virou produto pela mídia.

Não importa SER a pessoa que é, vamos consumir para TER, ou aparentar que tem. Tá tudo dominado.


Referência: 

DEBORD, Guy. A separação consolidada In: A sociedade do espetáculo.

ComUNIDADE

As palavras têm significado mas “comunidade” em especial guarda sensações e sugere uma coisa boa.

O autor Zigmunt Bauman utiliza o conceito de comunidade para compreender e vislumbrar o futuro das sociedades, para ele não ter comunidade significa não ter proteção; alcançar a comunidade, se isto ocorrer, poderá em breve significar perder a liberdade.

Brincar em comunidade é prazeroso pois há liberdade em partilhar o mesmo brinquedo, brincar coletivamente como as brincadeiras de infância que eram em grupo no quintal ou na frente de casa era espaço recreativo onde reunia a garotada da rua para pular corda, brincar de roda, macaquinho, bandeirinha e outras brincadeiras de acordo com cada região. O certo é que o vínculo e a solidariedade era marcante entre eles.

Podemos afirmar que comunidade é viver em comum acordo de melhoria de vida de todos que lutam, reivindicam e objetivam sem individualismo, ação essa difícil de acontecer principalmente nos dias atuais.

Bauman afirma que o advento da informática, foi o golpe mortal na "naturalidade" do entendimento comunitário. Nesse contexto, percebemos que a informática está presente em muitos aspectos de nosso cotidiano inclusive no entretenimento, já não vimos mais os jogos comunitários nas portas de casa com a garotada nem o brinquedo compartilhado, agora estão todos dentro de casa brincando com jogos eletrônicos e solitários, os vizinhos não tem mais o vínculo porque agora é pessoa estranha. E o futuro das comunidades está muito distante de ser uma ComUNIDADE. Porque a tecnologia que está cada vez mais presente nos permite dialogar, interagir, fazer amizades e brincar sem a necessidade de sair de casa e não necessariamente com o vizinho.


Referência:

BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. (Leitura dos capítulos: Uma introdução, ou bem-vindos à esquiva comunidade e A agonia de Tântalo).