sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Nenhum de nós é tão bom quanto nós todos juntos
quinta-feira, 5 de agosto de 2021
TIC EM AÇÃO
Fonte: CIBERCULTURA - YouTube
De acordo com o professor André Lemos, Cibercultura pode ser entendida como a forma sócio cultural que emerge da relação simbiótica entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base microeletrônica que surgiram com a convergência das telecomunicações com a informática na década de 70.
Tá tudo dominado!
A Sociedade do Espetáculo
O Autor Guy Debord relata que as sociedades em que funcionam as condições modernas de produção, há uma acumulação de espetáculo em que o que se torna essencial do que o vivido, é a representação e assim, a imagem fala mais alto. Nesse sentido Debord faz uma crítica à sociedade moderna consumista guiada pelos modos de produção capitalista
Para entendermos a Sociedade do Espetáculo,
podemos afirmar que é uma sociedade a qual as relações sociais são medidas por
imagens as quais advêm do modo de produção e esse produz o espetáculo o qual
reafirma o que já foi escolhido e decidido pelo modo de produção.
Espetáculo esse que adoece a sociedade, porque ele
é a chave para a alienação e para o egoísmo. De acordo com Debord “O mentiroso
mente para si próprio” ou seja a representação não funciona apenas para
contemplação do outro, mas também do próprio indivíduo, que vive de aparências
com comportamentos hipnótico.
Os meios de comunicação fazem o papel muito bem de
alienar a grande massa, principalmente o público jovem o qual faz ostentações
ao usar determinadas marcas de roupas ou calçados exibidos nas propagandas
assim vimos o alto desenvolvimento do capitalismo financeiro, a tecnologia
domina o controle ideológico da pessoa até a indústria cultural e artística
virou produto pela mídia.
Não importa SER a pessoa que é, vamos consumir para TER, ou aparentar que tem. Tá tudo dominado.
Referência:
DEBORD, Guy. A separação consolidada In: A sociedade do espetáculo.
ComUNIDADE
As palavras têm significado mas “comunidade” em
especial guarda sensações e sugere uma coisa boa.
O autor Zigmunt Bauman utiliza o conceito de
comunidade para compreender e vislumbrar o futuro das sociedades, para ele não
ter comunidade significa não ter proteção; alcançar a comunidade, se isto
ocorrer, poderá em breve significar perder a liberdade.
Brincar em comunidade é prazeroso pois há
liberdade em partilhar o mesmo brinquedo, brincar coletivamente como as
brincadeiras de infância que eram em grupo no quintal ou na frente de casa era
espaço recreativo onde reunia a garotada da rua para pular corda, brincar de
roda, macaquinho, bandeirinha e outras brincadeiras de acordo com cada região.
O certo é que o vínculo e a solidariedade era marcante entre eles.
Podemos afirmar que comunidade é viver em comum
acordo de melhoria de vida de todos que lutam, reivindicam e objetivam sem
individualismo, ação essa difícil de acontecer principalmente nos dias atuais.
Bauman afirma que o advento da informática, foi o
golpe mortal na "naturalidade" do entendimento comunitário. Nesse
contexto, percebemos que a informática está presente em muitos aspectos de
nosso cotidiano inclusive no entretenimento, já não vimos mais os jogos
comunitários nas portas de casa com a garotada nem o brinquedo compartilhado,
agora estão todos dentro de casa brincando com jogos eletrônicos e solitários,
os vizinhos não tem mais o vínculo porque agora é pessoa estranha. E o futuro
das comunidades está muito distante de ser uma ComUNIDADE. Porque a tecnologia
que está cada vez mais presente nos permite dialogar, interagir, fazer amizades
e brincar sem a necessidade de sair de casa e não necessariamente com o
vizinho.
Referência:
BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. (Leitura dos capítulos: Uma introdução, ou bem-vindos à esquiva comunidade e A agonia de Tântalo).
